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Amigo Alaor. Confesso a vc que na atualidade o que mais me espanta é a quase que total imobilidade das forças populares, e particularmente os partidos de esquerda, em todo o mundo, no sentido de impedir a escalada militar dos países capitalistas, tanto na Europa quanto no Oriente. Países antes impedidos de terem Forças Armadas de caráter ofensivo, como a Alemanha e o Japão, hoje dedicam parte considerável seus orçamentos para desenvolverem projetos de cunho militar . Na verdade, estes partidos de esquerda se calaram e simplesmente escolheram um lado, como no caso da Guerra da Ucrânia ou no caso do guerra de Israel e EUA com o Irã . Putin passa então a ser um herói para muitos, e outros escolhem então a OTAN como depositária do lado democrático, no caso da guerra na Europa . Por que não existe um movimento supranacional independente pela paz?Por que não existem movimentos independentes contrários a guerra e as industrias armamentistas em todo o mundo ? Por que não são feitos shows, congressos e encontros contra a guerra ? Por que os deputados de esquerda não levantam suas vozes contra a guerra ? Na verdade eles não tomam iniciativas nesta área porque estão totalmente sujeitados à política belicista de caráter nacional de suas respectivas burguesias. Afinal, com a crise indústria nesses países muitos empregos são gerados nas indústrias militares. O mundo está armado e a industria de armamentos vai bem obrigado . Só que a tragédia da guerra vai crescendo e a ameaça de destruição da humanidade numa guerra nuclear se torna cada vez mais presente.
Meu caro, toda essa belicosidade, aponta para a doença de caráter instalada. Como? A subversão de valores sob o arroto do patriarcado e financiado pelo capital, enfurna as subjetividades nas próprias sombras, nos vazios, fantoches carentes, manipuláveis pela perversão, subtraídos na capacidade de sonhar, refletir, desejar. E aí vão inúmeras ferramentas: religiosismo barato, controle dos meios de produção, toxidade governamental e do Estado através de hipocrisia, sub- empregos, demagogia, habitação precária, insegurança, falta de saneamento, baixa renda, enfim, vulnerabilidade como preciosa ferramenta de controle. Talvez esteja aí a chave da dominação, pessoas mantidas no patamar da extrema dependência, da necessidade, e até do medo de questionar o algoz. O fator depressivo que se apresenta a médio prazo é a perda da força identitária e capacidade de livre escolha sobre os próprios destinos. Nojenta, a covardia praticada a serviço do armamentismo, da conquista agoniada, do enriquecimento, controle e poder tão perseguidos, do egoísmo desenfreado, da má fé. Coquetel atômico: escória e poder econômico.
Parabéns, Arlindenor! Sigamos coma nossa ética! Infelizmente vivemos tempos sombrios, medievais, e isso é quase literal, falta luz às consciências de muitos, principalmente poderosos e governantes, acorrentados às ideologias funestas que sobrevivem sob a ótica do Capital e do patriarcado. Toxidade! Pois é, mentalidades convenientes e oportunistas às classes mais abastadas que retroalimentam suas riquezas e poder através do achatamento das massas, exploração da mão de obra e usurpação do meio ambiente. A onipotência da intitulada elite que pensa para o mal e arrota soberba é uma das responsáveis pelos disparates que embasam o mundo caótico. A violência é banalizada, o desejo de domínio fermenta os extremismos: ideológico, social, econômico. Vale tudo na ótica da conquista, o narcisismo é álibi embusteiro para planos sórdidos que beiram verdadeiras ficções, patologicamente, delírios. Senso de humanidade, caráter, justiça, empatia, preservação do meio ambiente, afeto, amor e um mar de elos saudáveis do que deveria se entender por civilização, são descartados, lixo emocional e imoral. Prioriza-se o ter, o ser dá trabalho e pouca visibilidade. Talvez, na concepção dos egos mais venais e perversos haja o entendimento de uma fragilização das suas condições, tomada como doída exposição da necrose por trás das máscaras. E aí vamos vivendo, fantoches no parquinho bélico dos poderosos, os enfezados, plenos de tudo que são. Será que conseguiriam jogar o jogo da verdade? Possibilidade remota aos engessados no avessado oportunismo: adoram a cachaça da conveniência, são penicos cheios, ratos de esgoto, fedem. Que a arte desponte como brilho possível, seja pela literatura, pela música, pintura, dança, escultura, enfim, qualquer manifestação de sensibilidade, promovendo, se não uma abertura de transformação salvadora, pelo menos uma brecha de reflexões, onde o “norte” não seja sinal de potência e marca geográfica de imperialismos trincados, [na minha opinião: lasque-se o colonizador, o aproveitador, o covarde sanguessuga (me permito essa violência palavrada)], mas uma chance poderosa nas bússolas das consciências. Ainda temos tempo, basta querer.