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Reza a lenda que a crônica como gênero literário foi uma invenção brasileira, e foi durante muitos anos uma “jabuticaba”.
Na perspectiva singular que percebia nos fatos mais banais o inusitado que ninguém vira, desde João do Rio, muitos foram mestres nessa forma “ligeira” de literatura…
Mas, em minha opinião, a obra do filho botafoguense (e colorado) de Érico Veríssimo só pode ser ombreada com a de Paulo Mendes Campos e Nelson Rodrigues, mestres supremos do gênero.
Todos os ingredientes que consagraram a crônica brasileira estavam presentes no “estado da arte” na obra de LFV.
Outra coisa: apesar da deliberada aparência de simplicidade, o texto de LFV mostrava que tudo era urdido em meio a uma vastíssima cultura literária e a uma profunda e elaborada experiência de vida.
Sem falar no humor sofisticado e na fina ironia…
Foi-se o mestre, ficam as lições.

Luiz Carlos de Oliveira e Silva,é filósofo, carioca da Vila da Penha ,morador do centro do Rio de Janeiro e botafoguense escrachado.
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