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A Extrema Direita está viva-Luiz Carlo de Oliveira e Silva

arlindenor pedro
Por arlindenor pedro 5 leitura mínima

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Olá, eu sou Luiz Carlos de Oliveira e Silva. Estou gravando esse vídeo no dia 14 de setembro de 2025, motivado pela divulgação de uma pesquisa datafolha pelo portal da UAU. Deixa eu ver aqui. A pesquisa diz o seguinte, que a anistia a Bolsonaro é,rejeitada por 54% e aprovada por 39%. E também diz que a prisão do ex-presidente,tem apoio de 50% e oposição de 43%. Esses números me impressionaram vivamente. Porque, a dar crédito ao que aponta o Datafolha, o tamanho do bolsonarismo é de cerca de 40% da opinião pública. Coisa pra caramba. Se levarmos em conta o empenho do sistema via STF e mídia corporativa em desconstruir o projeto de poder da extrema-direita. Esses números, coisa para caramba, repito, demonstram uma resiliência extraordinária, só possível, só explicável devido à forte impregnação ideológica do ideário da extrema-direita em uma parcela muito expressiva da nossa população, do povo brasileiro. Se levarmos em conta o fato de que essa parcela apresenta uma coisa ideológica que não se encontra em nenhuma outra força política do nosso aspecto político, se levarmos em conta isso, como não concluir que a extrema-direita continua sendo a mais poderosa força política se tomada isoladamente do país? Nenhuma força política isoladamente é tão pode demonstrar esse nível de coesão ideológica da sua base social? Nenhuma. Então, a extrema-direita mostra os números que continuam sendo a principal força política brasileira. De um lado, temos 40% coesos ideologicamente, do outro, 60% que apoiam o sistema, cada um ao seu modo, ao seu jeito. Esse 60% não tem a coesão política e ideológica dos outros 40%. Nesse caso, 40 é maior que 60, já que a política não se deixa medir pela aritmética. Muito bem. Então, a dar crédito a esses números,podemos dizer, me parece que o bolsonarismo está vivo, apesar da derrota judicial, ele está vivo e o projeto de poder da extrema direita segue operante. O projeto de poder que consiste, tem dito isso, em instaurar entre nós um Estado totalitário, em meio certamente a um banho de saque. E esse projeto político que segue vivo conta e continua contando para se viabilizar, para se realizar com o agravamento do desgaste das instituições desta nossa república como não reconhecer decadente. Se levarmos em conta que há um ponto incontroverso, um ponto de acordo, de consenso entre o sistema e a extrema direita, a saber. A agenda neoliberal de desmanche do estado de ligadação de direitos, agenda sobre a qual se lançou um manto de silêncio que vem mantendo o povo alienado acerca das nossas real questão  de fundo. Se levarmos em conta isso, que há um ponto de consenso em meio a essa extraordinária polarização, há um ponto consensual, um controverso,como não reconhecer que uma tragédia se aproxima, seja aquela conduzida pelo sistema com a sua radicalização da implantação da agenda neoliberal, seja aquela conduzida pelo extremo-direito com o seu projeto de poder, que não significa outra coisa senão instaurar entre nós um Estado totalitário. Então, nós temos aí uma tragédia diante de nós. Ou aquela conduzida para a extrema-direita, aquela conduzida pelo sistema na sua sanha de levar até as últimas consequências à agenda de desmancho do Estado e de liquidação dos direitos. Então, essa tragédia anunciada só poderá ser evitada, derrotada, caso se constitua em tempo hábil um sujeito político, uma força política capaz de enfrentar a um só tempo a decadência do sistema à extrema direita e esse ponto incontroverso sobre o qual se estabeleceu um verdadeiro pacto de silêncio, que é a implantação da agenda neoliberal. Essa é a tragédia. E esse é o agente, o sujeito que nos falta, o sujeito capaz de evitar que essa tragédia se abata sobre nós. Então acho que cada um de nós aqui do assim chamado campo progressista precisa A cada manhã olhar para o espelho e se lançar a seguinte pergunta, o que eu tenho feito para colaborar para a constituição desse sujeito político capaz de enfrentar a tragédia que se anuncia, seja aquela conduzida pelo sistema, seja aquela conduzida pela extrema direita. Um abraço. Até a próxima.

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Libertário - professor de história, filosofia e sociologia .
2 Comentários
  • 《Então, essa tragédia anunciada só poderá ser evitada, derrotada, caso se constitua em tempo hábil um sujeito político, uma força política capaz de enfrentar a um só tempo a decadência do sistema à extrema direita e esse ponto incontroverso sobre o qual se estabeleceu um verdadeiro pacto de silêncio, que é a implantação da agenda neoliberal. Essa é a tragédia.》

    ☆ A coruja de Minerva não alça vôo ao amanhecer, mas sim ao pôr do sol. Não como um começo, mas como o testemunho de um fim.

    Não haverá um “novo sujeito político”. Ao menos em termos tradicionais.
    O “sistema” é irrecuperável. E não só ele. Também a Esquerda queda-se além de toda e qualquer reciclagem.

    “Não “O que fazer?”. E sim “Como fazer?”. A questão dos meios. Não a dos fins. Mais que de novas críticas, é de novas cartografias que necessitamos. Cartografias não do Império, mas das linhas de fuga para fora dele. Como fazer? Precisamos de mapas.”
    Anotação à margem do texto “COMO FAZER?”, Tiqqun

  • Nos anos 80 já se sabia da alienação produzida pela ditadura, deixando mais de 99% dos brasileiros fora da universidade e altíssimo índice de analfabetismo. Olha aí o resultado!

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