Fundado em novembro de 2011

Capitalismo superindustrial e os limites da crítica reformista-Arlindenor Pedro

arlindenor pedro
Por arlindenor pedro 24 leitura mínima

Ouça aqui o áudio do nosso Post 

Receba regularmente nossas publicações e assista nossos vídeos assinando com seu e-mail em utopiasposcapitalistas.Não esqueça de confirmar a assinatura na sua caixa de mensagens

uma leitura crítica do último livro de Fernando Haddad

Neste ensaio, Arlindenor Pedro examina criticamente o livro Capitalismo Superindustrial, de Fernando Haddad, que busca interpretar as transformações do capitalismo na era da ciência, da tecnologia e da inovação permanente. Dialogando com o autor, o texto reconhece a importância de sua análise, mas a confronta com a perspectiva da crítica do valor dissociação. A partir desse olhar, o ensaio questiona os limites de uma abordagem que aposta na política como instrumento de administração das desigualdades produzidas pelo próprio sistema. Em tempos de crise ecológica, fragmentação social e tensões globais crescentes, o autor convida o leitor a refletir sobre um dilema histórico decisivo: se a humanidade continuará tentando reformar o capitalismo ou se será capaz de imaginar formas de vida que ultrapassem a lógica da mercadoria e do valor.

Capitalismo superindustrial e os limites da crítica reformista-um ensaio de Arlindenor Pedro

Chegamos a um momento em que a crítica do capitalismo deixou de ser apenas um exercício teórico e se tornou uma questão de sobrevivência histórica.”

Quando me detenho sobre Capitalismo Superindustrial, de Fernando Haddad, vejo diante de mim um esforço sério e intelectualmente ambicioso de decifrar as mutações do capitalismo no nosso tempo. Não se trata de um livro menor, nem de uma reflexão passageira. Haddad quer compreender o modo como o capitalismo se reorganiza numa época em que ciência, tecnologia e inovação deixaram de ocupar um lugar apenas auxiliar e passaram a instalar se no próprio coração do processo de acumulação.

Seu argumento central é este: o capitalismo contemporâneo já não pode ser descrito apenas como industrial. Ele teria ingressado numa etapa nova, em que o conhecimento organizado, a pesquisa científica e a capacidade de inovar se transformam diretamente em forças produtivas.

Ao acompanhar o debate público que cercou o lançamento da obra, sobretudo a conversa de Haddad com Lilia Moritz Schwarcz e Celso Rocha de Barros, essa formulação se torna ainda mais nítida. O que ele chama de capitalismo superindustrial não é apenas uma economia digital, nem tampouco uma etapa vaga do chamado pós industrialismo. Trata se, mais exatamente, de um momento histórico em que o conhecimento deixa de ser simples apoio da produção e se converte ao mesmo tempo em mercadoria e em meio de produção. Ciência, tecnologia e informação entram de forma direta no circuito da valorização e passam a reorganizar o funcionamento da economia global.

Se sigo esse fio, percebo que Haddad não está interessado apenas em descrever inovações técnicas. Ele procura mostrar que essa mutação atinge também a estrutura social do capitalismo. O mundo do trabalho, segundo ele, tornou se mais fragmentado. Ao lado do proletariado tradicional, emerge o chamado cognitariado, composto por trabalhadores do conhecimento, pesquisadores, engenheiros, técnicos e profissionais ligados aos setores de ponta da inovação. Ao mesmo tempo, cresce o precariado, isto é, uma massa de trabalhadores submetidos à instabilidade, à informalidade e à insegurança permanente. A consequência política desse quadro, como o próprio Haddad sublinha, é bastante grave: a fragmentação da classe trabalhadora dificulta a constituição de sujeitos coletivos capazes de agir politicamente com força transformadora.

Há ainda outro eixo do livro que merece atenção. Refiro me à releitura que Haddad faz das experiências socialistas do século XX. Para ele, regimes como a União Soviética e a China maoísta não configuraram uma ruptura efetiva com o capitalismo. No debate público, essa ideia aparece de maneira ainda mais direta e despojada. Segundo Haddad, essas experiências funcionaram como formas de industrialização acelerada organizadas pelo Estado. Em vez de constituírem sistemas realmente alternativos, teriam operado historicamente como mecanismos de acumulação primitiva aptos a retirar países atrasados da condição agrária e inseri los no universo industrial moderno.

Nesse movimento, Haddad também reconhece o papel decisivo de formas de exploração brutal, como o escravismo, na constituição do capitalismo moderno. O tráfico atlântico, as plantations e a ordem colonial aparecem como componentes centrais dos processos de acumulação que acompanharam a expansão inicial do sistema. A escravidão, portanto, não surge em sua análise como algo exterior ao capitalismo, mas como parte constitutiva das formas históricas que alimentaram sua formação.

Se reúno esses elementos, a imagem que o livro produz diante de mim é a de um capitalismo dotado de notável elasticidade histórica. Trajetórias muito distintas, experiências nacionais diversas, regimes ideologicamente antagônicos, tudo isso teria podido convergir para um mesmo destino estrutural. Capitalismos clássicos, socialismos de Estado e economias periféricas em modernização acabariam, cada qual a seu modo, integrando se à lógica global da acumulação. O capitalismo aparece, assim, como um sistema extraordinariamente adaptável, capaz de metabolizar diferenças históricas profundas e reconduzi las à sua própria dinâmica de expansão. Haddad faz aqui uma crítica ao conceito mecanicista do chamado materialismo histórico que analisa a história humana num continuum do mais primitivo para o mais complexo, tal como a leitura de modos de produção que se sucedem como sociedades primitivas, escravismo, feudalismo, capitalismo e finalmente o socialismo, que abriria as portas da humanidade para o comunismo.

Eu reconheço sem hesitar a força dessa leitura. Haddad identifica algo que muitas interpretações envelhecidas do capitalismo ainda custam a admitir: a ciência e a tecnologia deixaram de ser simples acessórios do desenvolvimento e passaram a ocupar posição decisiva na reprodução ampliada do sistema. Ao insistir que o conhecimento se converteu em força produtiva central, ele toca num dos nervos mais expostos do presente. Mas é justamente nesse ponto que, a meu ver, começam também os limites mais profundos de sua análise.

Quando leio o livro de Haddad à luz da crítica do valor dissociação, ferramenta analítica de autores como Robert Kurz, Moishe Postone, Anselm Jappe, Roswitha Scholz, entre outros, percebo que o problema não está no que Haddad vê, mas no modo como enquadra teoricamente aquilo que vê. Sua leitura continua tratando o capitalismo, em grande medida, como um sistema econômico definido pela industrialização, pela inovação tecnológica e pela expansão da produtividade. O que me incomoda nisso é que tal definição acaba aproximando demais capitalismo e progresso técnico, capitalismo e desenvolvimento das forças produtivas, como se o essencial do sistema estivesse na potência de seu aparato produtivo.

A crítica do valor parte de outro ponto. Para ela, o núcleo do capitalismo não reside nem na indústria, nem na tecnologia, nem mesmo no mercado entendido em sentido vulgar. O núcleo do capitalismo está numa forma social específica, baseada na produção de valor. Dito de outro modo: o capitalismo não se define apenas porque existem mercadorias, dinheiro ou propriedade privada, mas porque o trabalho abstrato se tornou o mediador central da vida social. Mercadoria, dinheiro, capital e Estado não são apenas instrumentos econômicos ou instituições políticas. São formas sociais historicamente determinadas que organizam a reprodução da sociedade como um todo.

É aqui, leitor, que a diferença de perspectiva se torna decisiva. Quando esse ponto de partida se perde, a crítica do capitalismo muda de natureza. Em vez de questionar a própria forma social da produção mercantil, passamos a discutir apenas modelos mais ou menos eficientes de desenvolvimento, formas mais ou menos equilibradas de gestão econômica, modalidades mais ou menos inclusivas de administração do sistema. O horizonte deixa de ser a superação da ordem social do capital e passa a ser o seu aperfeiçoamento institucional. Insisto neste ponto: a abordagem teórica tem então que ser precisa e dotada de elementos que nos permitam entender a real natureza do capitalismo, e como ele se apresenta no mundo contemporâneo! Se isto não ocorrer ingressamos em caminhos tortuosos que nos levarão a um beco sem saídas.

É exatamente esse deslocamento que encontro em Capitalismo Superindustrial. Ao descrever o capitalismo principalmente como um regime de inovação tecnológica e acumulação produtiva, Haddad desloca a questão fundamental. O problema histórico do capitalismo deixa de ser a lógica social do valor e passa a ser a busca de formas institucionais capazes de regular o crescimento econômico, conter desigualdades excessivas e administrar os conflitos produzidos pelo próprio sistema. E, convenhamos: isto não nos apresenta um saída real.

Esse mesmo deslocamento ajuda a entender a maneira como ele interpreta o socialismo do século XX. Quando Haddad sustenta que a União Soviética e a China foram apenas caminhos distintos de industrialização, ele acerta ao afirmar que essas experiências não superaram o capitalismo. Mas a crítica do valor chega a essa conclusão por razões mais profundas. Para Robert Kurz, por exemplo, o fracasso do socialismo estatal não decorreu apenas de autoritarismo político, deformação burocrática ou atraso econômico. Ele decorreu do fato de que tais experiências conservaram intocadas as categorias centrais da sociedade da mercadoria. O trabalho continuou sendo o mediador social supremo. A produção permaneceu organizada por metas quantitativas de acumulação. O Estado assumiu o lugar de administrador geral de um sistema ainda subordinado ao imperativo fetichista do valor.

E é nesse ponto que emerge uma questão central do livro e das falas públicas de Haddad: o papel da política. Haddad insiste, e com razão, que o capitalismo contemporâneo gera desigualdades profundas, tensões sociais explosivas e formas cada vez mais duras de fragmentação social. Mas, ao mesmo tempo, ele aposta que a política democrática pode atuar como força corretiva dessas distorções, seja por meio da regulação estatal, da redistribuição de renda, do fortalecimento institucional ou da reconstrução de pactos inclusivos.

Confesso ao leitor que entendo o apelo dessa aposta. Em tempos de sofrimento social agudo, ela parece oferecer um chão mínimo, um caminho de contenção da catástrofe, um esforço de civilização diante da brutalidade do mercado. No entanto, a análise feita à luz da crítica do valor me obriga a olhar para essa esperança com muito mais cautela. Para os autores que aqui citei a política moderna não nasce fora da sociedade da mercadoria, como se fosse uma instância soberana pairando acima da economia. Ela nasce no interior da própria forma social capitalista e como seu complemento necessário. Estado e política são momentos internos da reprodução fetichista, não forças exteriores capazes de reorganizá la livremente.

Isso significa que a autonomia da política é sempre relativa. O Estado pode regular, amortecer, conter, disciplinar, redistribuir parcialmente e administrar crises. Pode até, em determinadas conjunturas históricas, construir sistemas de proteção social, ampliar direitos e limitar momentaneamente os efeitos mais destrutivos da concorrência e da acumulação. O século XX forneceu exemplos eloquentes disso. Mas todas essas conquistas se deram dentro dos limites permitidos pela própria valorização do capital. Onde havia expansão econômica e base fiscal sólida, as reformas eram viáveis. Quando a crise estrutural se aprofundava, o que antes parecia conquista histórica tornava se alvo de desmonte. E estes são os contornos da sociedade em que vivemos na atualidade !

É por isso que eu vejo a política moderna aprisionada num paradoxo severo. Ela é indispensável para administrar as crises do capitalismo, mas é incapaz de suprimir as categorias que geram essas crises. Enquanto mercadoria, trabalho abstrato, dinheiro e capital continuarem sendo os mediadores centrais da reprodução social, a política seguirá reduzida ao papel de gestão dessas formas. Isso vale também para a experiência do chamado socialismo real. A estatização da economia não aboliu a lógica da mercadoria. Apenas a administrou burocraticamente, subordinando a sociedade inteira a um regime de acumulação quantitativa comandado pelo Estado.

Esse problema retorna quando observo como Haddad trata questões candentes do presente, como racismo estrutural, patriarcalismo e violência social. Ele reconhece, e corretamente, a persistência dessas formas de dominação. Relaciona as ao escravismo, ao colonialismo e às desigualdades históricas que marcaram a formação das sociedades modernas, especialmente no Brasil. O racismo aparece como herança estrutural do passado escravista. O patriarcalismo, como dimensão histórica que atravessa a organização do trabalho e da reprodução da vida.

Mas aqui também percebo um limite. Essas questões aparecem sobretudo como camadas históricas e sociológicas que acompanham o desenvolvimento do capitalismo, e não como dimensões internas à própria lógica de sua forma social. A crítica do valor dissociação vai além. Roswitha Scholz, por exemplo, mostra que o patriarcado moderno não pode ser tratado apenas como resíduo de épocas pretéritas. Ele está articulado à própria forma valor. A sociedade da mercadoria organiza se pela dissociação entre a esfera da produção de valor, vinculada historicamente ao trabalho abstrato e à visibilidade pública, e a esfera da reprodução social, atribuída às mulheres e rebaixada à condição de suporte invisível do sistema.

O mesmo pode ser dito, com as mediações necessárias, do racismo moderno. A expansão colonial do capitalismo e os sistemas de escravidão atlântica não foram simples anexos brutais de uma história econômica neutra. Eles ajudaram a construir hierarquias raciais que organizaram a divisão global do trabalho e a própria arquitetura social do mundo moderno. O racismo não é apenas herança externa ao capitalismo. Ele participa de sua constituição histórica.

Vejo ainda outro limite importante no livro. Ao acentuar o papel da tecnologia e da ciência, Haddad tende a tratar a transformação tecnológica como motor relativamente autônomo da história. Automação, digitalização e inovação científica aparecem como processos que reorganizam a economia e transformam a estrutura social. A crítica do valor, no entanto, exige um passo além. A tecnologia não é neutra, nem paira acima das relações sociais. Ela é desenvolvida sob a coerção da valorização. O capital não inova para libertar a humanidade do trabalho penoso ou para universalizar o florescimento humano. Ele inova para elevar a produtividade do trabalho e ampliar a produção de valor.

Mas aí está a contradição fatal. Quanto mais a tecnologia expulsa trabalho vivo do processo produtivo, mais enfraquece a própria substância social do valor. A automação generalizada corrói o fundamento da acumulação ao mesmo tempo em que parece aperfeiçoá lo. O capitalismo torna se mais produtivo e, por isso mesmo, mais incapaz de sustentar sua própria lógica. A crise contemporânea não é mero problema distributivo, nem simples falha institucional. Ela expressa a contradição entre o desenvolvimento das forças produtivas e a permanência de uma forma social que depende do trabalho abstrato como medida de riqueza.

Sob esse ângulo, o chamado capitalismo superindustrial pode ser visto menos como novo ciclo estável de expansão e mais como forma avançada da crise estrutural do capital. A centralidade da ciência, da automação e da tecnologia não revela apenas a incrível plasticidade do sistema. Revela também o esgotamento histórico de sua base social.

É por isso que, no fim das contas, o limite mais profundo do livro me parece político e histórico ao mesmo tempo. Haddad reconhece com clareza que o capitalismo produz desigualdades explosivas. Vê que a desorganização do trabalho, a financeirização, a revolução tecnológica e a fragmentação social aprofundam tensões que podem corroer a própria vida democrática. No entanto, sua resposta continua inscrita no horizonte da administração do capitalismo. A política, em sua perspectiva, aparece como motor de regulação, redistribuição e contenção dos excessos sistêmicos. Em vez de colocar no centro a extinção histórica do capitalismo, o livro permanece apostando em sua reforma civilizada.

É aqui que sinto a insuficiência dessa obra diante do tempo em que vivemos. E isto tem um caráter fundamental: uma obra deste tipo deve refletir os tempos que vivemos, na sua totalidade. A intervenção teórica, sobretudo em um intelectual que tem uma inegável inserção política no país, não nos deve conduzir a caminhos tortuosos, impossíveis de serem percorridos.Chegamos a um momento, em que a crítica do capitalismo deixou de ser apenas um exercício teórico e se tornou uma questão de sobrevivência histórica.Ela tem que ser precisa!

E digo isso sem qualquer prazer apocalíptico. A realidade é que o capitalismo parece ter atingido suas fronteiras históricas. Suas bases de reprodução são corroídas pela substituição estrutural do trabalho vivo, enquanto sua expansão ilimitada devasta os próprios fundamentos naturais da vida. A crise climática, a devastação ambiental, a guerra disseminada, o avanço de formas autoritárias de poder, o colapso dos vínculos sociais e a produção massiva de populações descartáveis indicam que já não estamos diante de uma crise cíclica qualquer. Estamos diante de um processo histórico que pode desembocar em formas cada vez mais profundas de barbárie.

Quando digo barbárie, não falo em figura retórica. Falo de um mundo em que vastas regiões se tornam inabitáveis, em que guerras permanentes normalizam o extermínio, em que multidões são relegadas à inutilidade econômica, em que a devastação ecológica corrói as condições elementares da vida e em que a técnica, submetida à lógica cega da valorização, já não emancipa, mas ameaça. O risco extremo, hoje, não é apenas o de uma sociedade mais injusta. É o de uma humanidade incapaz de sobreviver aos resultados da própria forma social que produziu.

Por isso, a alternativa já não me parece situar se entre modelos distintos de gestão do capitalismo. O verdadeiro dilema se desenha de maneira mais nua e mais dura: ou ultrapassamos a lógica da mercadoria, do valor e do trabalho abstrato como princípios de organização da vida social, ou continuaremos avançando por uma trilha em que a barbárie deixa de ser ameaça e se converte em horizonte. A essa altura da história, talvez a questão central já não seja saber como administrar melhor o capitalismo, mas se ainda haverá tempo histórico para superá lo antes que ele arraste consigo as bases materiais, sociais e simbólicas da existência humana.

Esse, para mim, é o ponto em que a crítica reformista revela seus limites. E é também o ponto em que a crítica do valor dissociação, com toda a sua dureza, nos obriga a encarar o presente sem ilusões. O capitalismo não é apenas injusto. Ele se tornou historicamente perigoso para a própria continuidade da vida civilizada. É por isso que a tarefa do pensamento crítico, hoje, não pode limitar se a imaginar remédios para a administração de um sistema agonizante. Ela precisa ousar pensar, com toda a radicalidade que o momento exige, as formas de vida que possam nascer para além dele.

Serra da Mantiqueira, março de 2026

Arlindenor Pedro

contato@utopiasposcapitalistas.com

Arlindenor Pedro é ex-preso político e anistiado. É também professor de história, filosofia e sociologia, além de editor do Blogue: Utopias Pós-Capitalistas — Ensaios e Textos Libertários.

Bibliografia de apoio

Fernando Haddad

Capitalismo Superindustrial: caminhos diversos, destino comum.

São Paulo: Companhia das Letras, 2024. ( Zahar)

Karl Marx

O Capital: crítica da economia política.

São Paulo: Boitempo, diversas edições.

Robert Kurz

O Colapso da Modernização.

Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

Robert Kurz

Dinheiro sem Valor: fundamentos para uma transformação da crítica da economia política.

Lisboa: Antígona, 2014.

Robert Kurz

O Livro Negro do Capitalismo.

Lisboa: Antígona, 1999.

Moishe Postone

Tempo, Trabalho e Dominação Social: uma reinterpretação da teoria crítica de Marx.

São Paulo: Boitempo, 2014.

Anselm Jappe

As Aventuras da Mercadoria: para uma nova crítica do valor.

Lisboa: Antígona, 2006.

Anselm Jappe

Crédito à Morte: a decomposição do capitalismo e suas críticas.

Lisboa: Antígona, 2012.

Roswitha Scholz

O Sexo do Capitalismo: teoria feminista e crítica do valor.

Diversos ensaios publicados na revista Krisis e em coletâneas da crítica do valor.

Loading

Compartilhe este artigo
Seguir:
Libertário - professor de história, filosofia e sociologia .
Deixe um comentário

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Ensaios e Textos Libertários

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading

Ensaios e Textos Libertários