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Nesta nova Carta da Terra, Yandé Tupinambá transforma números de violência em rostos, memória e território. Diante do aumento dos assassinatos de indígenas, das mortes evitáveis de crianças e do sofrimento de tantos jovens, ele pergunta que sociedade é esta que produz riqueza enquanto destrói aqueles que protegem a terra. Para Yandé, a violência contra os povos originários não pode ser separada da disputa entre dois modos de existir: o da mercadoria, que enxerga floresta, água e território como recursos; e o indígena, que reconhece a Terra como mãe e condição da vida. Entre denúncia e resistência, sua carta afirma que demarcar territórios é também escolher que futuro queremos construir. Porque, depois de mais de quinhentos anos de violência colonial, os povos indígenas continuam aqui — retomando, plantando, cantando e resistindo. Existir também é luta.
Ouça aqui o áudio deste texto de Yande Tupinambá

sobre o autor

e estudante de Antropologia em São
Paulo Filho da terra e do mar, transita entre a aldeia e a universidade, levando consigo o sonho de unir o saber ancestral e o pensamento crítico
contemporâneo.