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Nesta nova charge, Dalton Rosado, por meio da ironia de Zeferino Financista, expõe uma das grandes contradições da economia brasileira: enquanto a dívida pública e seus encargos financeiros alcançam cifras trilionárias, milhões de brasileiros convivem com a precariedade dos serviços públicos e a persistência das desigualdades sociais. Ao colocar lado a lado os juros da dívida, a riqueza financeira e as necessidades da população, Zeferino provoca uma reflexão sobre as prioridades do Estado e os mecanismos de distribuição da riqueza social. A crítica ultrapassa a questão contábil e alcança a própria lógica de uma sociedade subordinada à valorização do capital. Afinal, quem se beneficia dessa engrenagem e quem suporta seus custos? Com seu humor mordaz, Zeferino encerra a provocação: “É mole???”
Zeferino Financista
Zeferino financista: se a nossa dívida pública corresponde a 81,9% do nosso PIB ($ 2,3 trilhões para receita fiscal 2025 de 2,8 trilhões) e sobre ela (dívida) incidem juros de cerca de 14% ao ano, num cálculo simples podemos concluir que pagamos só de juros $ 330 bilhões ao ano com os impostos que nos são cobrados.
O povo brasileiro (cada um, de crianças faveladas a velhinhos enfermos) paga por ano $ 1.600,00 de juros aos rentistas mundo afora com sangue, suor e lágrimas. É mole????
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