(Há nove anos, o lema “bandido bom é bandido morto” era acatado com todo o empenho de sua força midiática pelo Grupo Globo. A Extrema-direita ainda estava no forno, mas havia quem estava lhe preparando o caminho para a uma chegada triunfal.)
2 de abril de 2015
- A cobertura é feita de modo a tornar natural o que deveria ser repudiado.
- Hoje na Tijuca, numa rua de comércio intenso, uma mulher foi morta, atingida por um tiro.
- Causa: um vigilante, ao ver o que parecia ser um roubo de um cordão de uma senhora, atirou na direção dos dois assaltantes, provocando uma troca de tiros.
- Uma mulher foi morta por causa de um cordão!
- O Jornal Nacional tratou do fato como se legítima fosse a “reação” do vigilante.
- Caso eles tivessem interesse em mostrar que este absurdo é um absurdo, teriam entrevistado alguém da família da morta, para dar um rosto à vítima, humanizando-a. Além de identificar o vigilante e a empresa de quem é funcionário.
- Também teriam entrevistado os donos da empresa de segurança e teriam certamente lhes perguntado se é norma da empresa orientar seus empregados a atirar em suspeitos de assalto.
- Teriam ouvido também a opinião de “especialistas”, como soe acontecer quando é de seu interesse, condenando esta prática.
Sem falar na palavra oficial de um representante da lei, repudiando o fato. - Mas nada, ficaram na deles, só naturalizando a barbárie. Cúmplices, portanto…
- Caso fossem sérios, o JN teria noticiado o seguinte: vigilante irresponsável provoca tiroteio que causa morte de uma mulher em rua movimentada da Tijuca.
- E fariam uma série de reportagens acerca do treinamento destes vigilantes, atentos para a ideologia que está por trás.
- Caso fossem sérios. Mas não o são…