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Fragmentos da Mente-um ensaio de Cunca Bacayuva

arlindenor pedro
Por arlindenor pedro 4 leitura mínima

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A exposição de Pedro Claudio Cunca Bocayuva parte de um gesto simples e potente: olhar para a forma até que ela se desfaça.
Entre o figurativo e o abstrato, o que emerge não é apenas estética, mas uma cartografia da percepção.As imagens organizadas no NotebookLM funcionam como uma curadoria viva, onde cor, densidade e ritmo produzem efeitos distintos sobre o observador.O “Espectro da Forma” atravessa toda a mostra, revelando tensões entre ordem e caos, estrutura e fluxo.Aqui, a abstração não afasta da realidade, mas a condensa em camadas mais intensas.O olhar é capturado, deslocado e, por fim, implicado no próprio processo.Cada quadro sugere uma paisagem mental onde o sujeito já não é estável.A exposição propõe menos uma leitura e mais uma experiência.
No fundo, trata-se de perceber como vemos.

Fiz algumas indicações sobre expressionismo, formas, cor, abstrato e figurativo e coloquei algumas imagens no Google notebook lm o resultado e uma leitura do efeito ou impacto sobre obibservador. O processo acaba montando uma “exposição virtual” sugerindo ums curadoria e montando ums tipologia com destaque para um boa indicação do “Espectro da Forma” considerando uma relação entre desconstrução e caos em paisagens mentais o resultado é mais do que sugestivo.

Cunca Bacayuva

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Dizem que os impressionistas ficaram extasiados com as possibilidades advindas das tintas químicas . Vejo isto na pintura com paletas digitais
Quando surgem as tintas industriais no século XIX, especialmente em tubos, acontece uma virada prática e estética. Os artistas passam a pintar ao ar livre, com cores mais puras e luminosas. Aquilo não era só técnica nova, era uma mudança de percepção. A luz passa a ser o tema, não mais o objeto em si.
O entusiasmo dos impressionistas vinha justamente disso: pela primeira vez, a cor não precisava mais ser domesticada. Ela podia vibrar.
A paleta digital não só amplia as cores, ela rompe completamente os limites materiais.
No digital:
• a cor não “seca”, ela é infinita
• o brilho pode ultrapassar o que o olho vê no mundo físico
• camadas podem se sobrepor sem perda
• o erro vira linguagem, como esse efeito de desencaixe, quase glitch
É como se, enquanto os impressionistas libertaram a cor da mistura pesada da tinta, o digital libertasse a cor da própria matéria.
Se os impressionistas estavam encantados com a luz natural, aqui parece que estamos lidando com outra coisa: a luz artificial, mediada por tela, código, pixels.
Não é mais a luz do sol sobre a paisagem.
É a luz da própria imagem.
E talvez seja aí que sua leitura fica mais interessante:
assim como os impressionistas reagiram a uma transformação técnica da pintura, hoje a arte digital reage a uma transformação mais ampla da experiência humana.
A mente fragmentada que aparece na imagem não é só um tema.
Ela é também um efeito do próprio meio digital.

Ouça aqui o áudio das Notas da Utopias Pós Capitalistas

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Libertário - professor de história, filosofia e sociologia .
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